domingo, 27 de outubro de 2013

A História das soluções, da falência e da mudança


"Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo", Gandhi

Até agora, de todos os filmes da The Story of Stuff Project, esse foi àquele com que eu mais me identifiquei. Não que os outros não sejam bons, são e muito, mas esse desmitifica os muitos equívocos ambientais, que levam ao greenwashing e até ao agravamento dos atuais problemas climáticos.

Não deixe de assistir a versão legendada em português e entenda de uma vez por todas que logística reversa de produtos insalubres industrializados é mais um engodo para isenção de impostos, que mantém exatamente o sistema insustentável que você tenta reverter, comprando coisas chinesas, água mineral engarrafada, sucos em tetrapack, móveis em mdf, brinquedinhos de pet reciclado, 3 carros elétricos na garagem de uma família de 4 pessoas, cosméticos de última geração testados em animais, etc.

A situação só vai mudar quando o consumidor (prefiro o termo cidadão) mudar sua forma de consumir. Consumismo verde é o maior greenwashing ambiental de todos.
Esperar sentado que os supermercados do bairro baixem os preços dos orgânicos é inútil, o cidadão consciente compra seus orgânicos direto do produtor e, se for o caso de município sem sua feira, a solução é a população se organizar e pleitear junto à Prefeitura para que haja pelo menos uma feira semanal atendendo àquelas pessoas.
Organizar passeatas contra a política pública de remoções forçadas é válido, mas se você vende um imóvel tradicional, despeja inquilinos antigos e ainda corre para conseguir financiar em 30 anos um apartamentinho onde antes havia uma escola pública, você tornou-se conivente e financiou o empreiteiro, parceiro do sistema que tenta derrubar na passeata.

O filme inclusive lembra que o atual sistema sustentável, além de manter os grandes problemas insolúveis, estimula o consumidor a consumir cada vez mais, já que a reciclagem resolveria tudo magicamente, o que não é o caso e ainda favorece as grandes corporações, invertendo o sentido real de democracia: pelo povo e para o povo, através de soluções locais, que fortalecem a economia local e cogeradora de empregos.









A história da mudança trata de algo bem simples, que é preciso deixar de ser apenas um consumidor consciente para tornar-se um cidadão consciente.Complementa muito o último filme deles, "A história da falência", o menos badalado de todos e nos mostra que esse mundo obcecado por coisas, cada vez mais obsecado por consumo "verde", precisa ser mudado pelos seus membros e que a solução passa ao largo de produzir e reciclar tudo em escala industrial, mas extamente no oposto, em viver de forma mais simples e só consumindo de forma consciente, acompanhando todas as etapas do processo. 
É curtinho, como todos os filmetes da Story off Stuff, e excelente como os demais.Importante entender a visão de oposição num país onde justamente se levanta a bandeira de direitos civis e se autodenomina "terra da liberdade" e "lar dos bravos".
As soluções são sempre pequenas e locais, o resgate da simplicidade.

Há no site oficial um teste de 7 perguntas, "changemaker quiz", sobre seu perfil transformador da sociedade como cidadão. Como um teste de personalidade, daqueles de revista feminina, mas obviamente sério e voltado para cidadania. Eu fiz o teste e fiquei sempre em dúvida de 2 respostas a cada etapa.
Então fiz 2 vezes.
Sou uma construtora, "builder", felizmente o perfil que mais se precisa sempre, a peãozada que põe a mão na massa. Mas também uma investigadora, o perfil mais estratégico, que descobre os problemas e busca as soluções. Ambos se complementam e, de uma forma ou de outra, eu já esperava mesmo um resultado mais técnico.







The story of broke, ou a história da falência em tradução livre. Não deixe de assistir, é muito bom, principalmente num país onde dos 12 meses anuais trabalhados, 5 são pagos em impostos.

Vale a pena assistir antes ao primeiro da série, "The story of stuff", linkado na postagem "Como funciona uma corporação e como o que você consome, implica nisso", onde há outro filme incrível linkado "The Corporation".
Se estiver realmente com tempo, assista à "Capitalismo", último filme de Michael Moore.

Aqui no blog, sempre é comentado que nós mantemos um sistema que não nos serve para nada, fazemos parte de um ciclo que se retroalimenta as nossas custas.
Nas postagens "Carne & Osso" e "Uma jornada criminosa", você pode ler que o rombo da previdência não é causado por uma máquina pública superaparelhada, mas exatamente pela iniciativa privada, que colabora com uma quantia menor do que as indenizações que causa.

Na postagem "A Transocean, empresa proprietária da plataforma petrolífera que explodiu e originou uma maré negra no Golfo do México no ano passado, decidiu recompensar os seus dirigentes com aumentos salariais e prêmios, depois de considerar 2010 o seu “melhor ano” em questões de segurança." o desrespeito ao segundo maior vazamento de petróleo da história torna-se evidente e conclusivo. O ativo ambiental é encarado como problema da população local, só isso.

Até matemáticos e cientistas, sempre imparciais, já se colocaram contra esse mesmo sistema, mapeado em 147 empresas que controlam 60% das vendas do mundo, leia sobre essa falta de opção na postagem "A rede capitalista de 147 empresas que controla 60% das vendas no mundo"

Em centenas de outras postagens, é mostrada a realidade do trabalhador no Brasil, do trabalho infantil, escravo e até do produtor rural, cada vez mais expulso da sua terra e cliente de empresas que produzem sementes e pesticidas, num monopólio de laboratório que está extinguindo espécies nativas, matando crianças de câncer e afetando lençóis freáticos de cidades vizinhas. Para ler melhor sobre o assunto, vá na postagem que fala do livro e filme "O mundo segundo a Monsanto". 
  
Em "A história da falência", o viés econômico finalmente torna-se "verde", já que os muitos subsídios concedidos pelo governo poderiam e deveriam estar sendo aplicados exatamente no que os ambientalistas insistem há décadas: investimento em energia limpa, pesquisa científica imparcial, educação e saúde de qualidade, aumento dos salários de professores, concessão de bolsas de estudo e reaproveitamento e restauro de edificações já existentes.
Quando uma empresa monopoliza as fontes de água pura de uma região, cabe à população local pagar pela água que antes lhe pertencia. Quando outra empresa (de petróleo, matadouro ou química) polui uma região e o governo arca com os custos da despoluição, somos nós que pagamos pelo erro da empresa, que não divide seus lucros conosco. Pagamos 2 vezes, já que vamos comprar seus produtos futuramente.
O dinheiro gasto com despoluição, incentivo fiscal ou criação de infra-estrutura para instalação das fábricas é o nosso dinheiro, que não está sendo investido no que precisamos: saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, transporte público, investimento em energia limpa, cultura, atletas olímpicos, bolsas universitárias, etc...






Outros filmes da The story of stuff:
Como funciona a indústria de cosméticos
A história da indústria de eletrônicos
A história da água engarrafada
A história das coisas



Mais informação:
Soja é desnecessário
O mito do reflorestamento de eucalipto
Quantos escravos trabalham para você?
"Eu queria trabalhar com sustentabilidade"
O lado B da energia eólica em larga escala
Como funciona um programa de compensação ambiental
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
O mito da venda de água: não existe água mineral engarrafada sustentável
Como funciona uma Corporação e como o que você consome, implica nisso
Ei reaça, vaza dessa marcha! (E vai dar teu Golpe de Estado em outro lugar)
Lataria e um caminho sem volta: Projeto do pré-sal brasileiro está entre os dez mais 'sujos' do mundo

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Como funcionam testes em animais



1- Menos de 2% das doenças humanas são observadas em animais.
2- Testes em animais e os resultados nos humanos concordam somente de 5 a 25% das vezes.
3- 95% das drogas homologadas por testes em animais são imediatamente descartadas como desnecessárias ou perigosas ao humanos.
4- Pelo menos 50 drogas no mercado causam câncer em animais de laboratório. Mas elas são permitidas porque é admitido que teste em animais não são relevantes.
5- A P&G usou um almíscar artificial apesar de ter causado câncer em ratos. Eles alegaram que os resultados nos testes dos animais eram "de pouca relevância para os humanos".
6- Mais de 90% dos resultados dos testes em animais são descartados por serem inaplicáveis aos homens.
7- Testes em ratos são apenas 37% eficazes na identificação da causa de câncer em humanos. Jogar uma moeda para o alto (cara ou coroa) tem mais acerto.
8- Roedores são animais quase sempre utilizados na pesquisa do câncer. Eles nunca pegam carcinomas, a forma humana de câncer, que afeta as membranas (por exemplo, câncer de pulmão). Seus sarcomas afetam ossos e tecidos conjuntivos: os dois não podem ser comparados.

9- Quando perguntados se concordam que experimentos em animais podem ser enganosos "por conta das diferenças anatômicas e fisiológicas entre os animais e os humanos", 88% dos médicos concordaram.
10- Diferença de sexo entre animais de laboratório pode causar resultados contraditórios. Isso não corresponde com os seres humanos.

11- 9% dos animais anestesiados, que deveriam recobrar consciência, morrem.
12- Estimativa de 83% de substâncias são metabolizadas por ratos de forma diferente do que é nos humanos.
13- De acordo com testes em animais, o suco de limão é um veneno mortal, mas arsênio, cicuta e toxina botulínica são seguros.
14- 88% dos fetos natimortos são causados por medicamentos que são considerados seguros através dos testes em animais.
15- Um em cada seis pacientes hospitalizados estão lá por causa de um tratamento que tenham feito.
16- Nos EUA, 100 mil mortes por ano são atribuídas a tratamentos médicos. Em um ano, 1,5 milhão de pessoas foram hospitalizadas devido a tratamentos médicos.
17- 40% dos pacientes sofrem de efeitos colaterais como resultado de prescrição médica.
18- Mais de 200 mil medicamentos já foram lançados. A maioria deles já foi retirado do mercado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 240 são "essenciais".
19- Um congresso de medicina na Alemanha concluiu que 6% das doenças fatais e 25% das doenças orgânicas são causadas por medicamentos. Todos foram testados em animais.
20- A operação de salvamento da gravidez ectópica (gravidez anormal que ocorre fora do útero) foi atrasada 40 anos devido a vivisecção.

21- Aspirina falhou em testes com animais assim como cardioglicosideos (remédio para o coração), tratamentos de câncer, insulina, penicilina e outros medicamentos seguros. Eles teriam sido banidos se fossem baseados nos teste com animais.
22- Trinta e três animais morrem em laboratórios pelo mundo a cada segundo.
23 – Crueldade: Para testar drogas e insumos para a indústria, bilhões de animais – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos a práticas dolorosas. Inserção de substâncias tóxicas em seus olhos, inalação forçada de fumaça e implantação de eletrodos em seu cérebro são apenas algumas destas práticas. Via de regra, são utilizados animais de pequeno porte e dóceis, para facilitar o manejo dentro dos institutos de pesquisa. Neste cenário, a raça Beagle, infelizmente, se encaixa perfeitamente e são eles os preferidos dos vivisseccionistas
24 – Atraso no desenvolvimento da ciência: O médico norte-americano Ray Greek – um dos entusiastas de que a vivisecção é um atraso ao desenvolvimento da ciência – disse, em 2010, à Revista Veja: “As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.” Ray afirma que os testes são uma falácia e que atrasam a ciência. Ele é voluntário para testes em humanos, desde que observados todos os pré-requisitos de segurança.
25 – Ineficiência dos testes: O médico Ray Greek, ainda em entrevista à Revista Veja, em 2010, afirmou: “A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.”



Cão resgatado do Instituto Royal

50 Consequências fatais de experimentos com animais

Experiências com animais não salvam vidas de humanos! É muito, muito importante que a sociedade saiba disso. Experimentar drogas em animais é “apenas” crueldade. Confira abaixo:

1) Pensava-se que fumar não provocava câncer, porque câncer relacionado ao fumo é difícil de ser reproduzido em animais de laboratório. As pessoas continuam fumando e morrendo de câncer.[2]
2) Embora haja evidências clínicas e epidemiológicas de que a exposição à benzina causa leucemia em humanos, a substância não foi retida como produto químico industrial. Tudo porque testes apoiados pelos fabricantes para reproduzir leucemia em camundongos a partir da exposição à benzina falharam. [1]
3) Experimentos em ratos, hamsters, porquinhos-da-índia e macacos não revelaram relação entre fibra de vidro e câncer. Não até 1991, quando, após estudos em humanos, a OSHA – Occupational, Safety and Health Administration – os rotulou de cancerígenos [1]
4) Apesar de o arsênico ter sido reconhecido como substância cancerígena para humanos por várias décadas, cientistas encontraram poucas evidências em animais. Só em 1977 o risco para humanos foi estabelecido[6], após o câncer ter sido reproduzido em animais de laboratório.[7][8][9]
5) Muitas pessoas expostas ao amianto morreram, porque cientistas não conseguiram produzir câncer pela exposição da substância em animais de laboratório.
6) Marcapassos e válvulas para o coração tiveram seu desenvolvimento adiado, devido a diferenças fisiológicas entre humanos e os animais para os quais os aparelhos haviam sido desenhados.
7) Modelos animais de doenças cardíacas falharam em mostrar que colesterol elevado e dieta rica em gorduras aumentam o risco de doenças coronárias. Em vez de mudar hábitos alimentares para prevenir a doença, as pessoas mantiveram seus estilos de vida com falsa sensação de segurança.
8) Pacientes receberam medicamentos inócuos ou prejudiciais à saúde, por causa dos resultados de modelos de derrame em animais.
9) Erroneamente, estudos em animais atestaram que os Bloqueadores Beta não diminuiriam a pressão arterial em humanos, o que evitou o desenvolvimento da substância [10][11][12]. Até mesmo os vivisseccionistas admitiram que os modelos de hipertensão em animais falharam nesse ponto. Enquanto isso, milhares de pessoas foram vítimas de derrame.
10) Cirurgiões pensaram que haviam aperfeiçoado a Keratotomia Radial (cirurgia para melhorar a visão) em coelhos, mas o procedimento cegou os primeiros pacientes humanos. Isso porque a córnea do coelho tem capacidade de se regenerar internamente, enquanto a córnea humana se regenera apenas superficialmente. Atualmente, a cirurgia é feita apenas na superfície da córnea humana.
11) Transplantes combinados de coração e pulmão também foram “aperfeiçoados” em animais, mas os primeiros três pacientes morreram nos 23 dias subsequentes à cirurgia [13]. De 28 pacientes operados entre 1981 e 1985, 8 morreram logo após a cirurgia, e 10 desenvolveram Bronquiolite Obliterante , uma complicação pulmonar que os cães submetidos aos experimentos não contraíram. Dos 10, 4 morreram e 3 nunca mais conseguiram viver sem o auxílio de um respirador artificial. Bronquiolite obliterante passou a ser o maior risco da operação[14]
12) Ciclosporin A inibe a rejeição de órgãos e seu desenvolvimento foi um marco no sucesso dos transplantes. Se as evidências irrefutáveis em humanos não tivessem derrubado as frágeis provas obtidas com testes em animais, a droga jamais teria sido liberada.[15]
13) Experimentos em animais falharam em prever toxidade nos rins do anestésico geral metoxyflurano. Muitas pessoas que receberam o medicamento perderam todas as suas funções renais.
14) Testes em animais atrasaram o início da utilização de relaxantes musculares durante anestesia geral.
15) Pesquisas em animais não revelaram que algumas bactérias causam úlceras, o que atrasou o tratamento da doença com antibióticos.
16) Mais da metade dos 198 medicamentos lançados entre 1976 e 1985 foram retirados do mercado ou passaram a trazer nas bulas efeitos colaterais, que variam de severos a imprevisíveis [16]. Esses efeitos incluem complicações como disritmias letais, ataques cardíacos, falência renal, convulsões, parada respiratória, insuficiência hepática e derrame, entre outros.
17) Flosin (Indoprofeno), medicamento para artrite, testado em ratos, macacos e cães, que o toleraram bem. Algumas pessoas morreram após tomar a droga.
18) Zelmid, um antidepressivo, foi testado sem incidentes em ratos e cães. A droga provocou sérios problemas neurológicos em humanos.
19) Nomifensina, um outro antidepressivo, foi associado a insuficiência renal e hepática, anemia e morte em humanos. Testes realizados em animais não apontaram efeitos colaterais.
20) Amrinone, medicamento para insuficiência cardíaca, foi testado em inúmeros animais e lançado sem restrições. Humanos desenvolveram trombocitopenia, ou seja, ausência de células necessárias para coagulação.
21) Fialuridina, uma medicação antiviral, causou danos no fígado de 7 entre 15 pessoas. Cinco acabaram morrendo e as outras duas necessitaram de transplante de fígado.[17] A droga funcionou bem em marmotas.[18][19]
22) Clioquinol, um antidiarréico, passou em testes com ratos, gatos, cães e coelhos. Em 1982 foi retirado das prateleiras em todo o mundo após a descoberta de que causa paralisia e cegueira em humanos.
23) A medicação para a doença do coração Eraldin provocou 23 mortes e casos de cegueira em humanos, apesar de nenhum efeito colateral ter sido observado em animais. Quando lançado, os cientistas afirmaram que houve estudos intensivos de toxidade em testes com cobaias. Após as mortes e os casos de cegueira, os cientistas tentaram sem sucesso desenvolver em animais efeitos similares aos das vítimas.[20]
24) Opren, uma droga para artrite, matou 61 pessoas. Mais de 3500 casos de reações graves têm sido documentados. Opren foi testado sem problemas em macacos e outros animais.
25) Zomax, outro medicamento para artrite, matou 14 pessoas e causou sofrimento a muitas.
26) A dose indicada de isoproterenol, medicamento usado para o tratamento de asma, funcionou em animais. Infelizmente, foi tóxico demais para humanos, provocando na Grã-Bretanha a morte de 3500 asmáticos por overdose. Os cientistas ainda encontram dificuldades de reproduzir resultados semelhantes em animais. .[21][22] [23][24][25][26]
27) Metisergide, medicamento usado para tratar dor de cabeça, provoca fibrose retroperitonial ou severa obstrução do coração, rins e veias do abdômen.[27] Cientistas não estão conseguindo reproduzir os mesmos efeitos em animais.[28]
28) Suprofen, uma droga para artrite, foi retirada do mercado quando pacientes sofreram intoxicação renal. Antes do lançamento da droga, os pesquisadores asseguraram que os testes tiveram [29][30] “perfil de segurança excelente, sem efeitos cardíacos, renais ou no SNC (Sistema Nervoso Central) em nenhuma espécie”.
29) Surgam, outra droga para artrite, foi designada como tendo fator protetor para o estômago, prevenindo úlceras, efeito colateral comum de muitos medicamentos contra artrite. Apesar dos resultados em testes feitos em animais, úlceras foram verificadas em humanos [31][32].
30) O diurético Selacryn foi intensivamente testado em animais. Em 1979, o medicamento foi retirado do mercado depois que 24 pessoas morrerem por insuficiência hepática causada pela droga. [33][34]
31) Perexilina, medicamento para o coração, foi retirado do mercado quando produziu insuficiência hepática não foi prognosticada em estudos com animais. Mesmo sabendo que se tratava de um tipo de insuficiência hepática específica, os cientistas não conseguiram induzí-la em animais.[35]
32) Domperidone, droga para o tratamento de náusea e vômito, provocou batimentos cardíacos irregulares em humanos e teve que ser retirada do mercado. Cientistas não conseguiram produzir o mesmo efeito em cães, mesmo usando uma dosagem 70 vezes maior.[36][37]
33) Mitoxantrone, usado em um tratamento para câncer, produziu insuficiência cardíaca em humanos. Foi testado extensivamente em cães, que não manifestaram os mesmos sintomas.[38][39]
34) A droga Carbenoxalone deveria prevenir a formação de úlceras gástricas, mas causou retenção de água a ponto de causar insuficiência cardíaca em alguns pacientes. Depois de saber os efeitos da droga em humanos, os cientistas a testaram em ratos, camundongos, macacos e coelhos, sem conseguirem reproduzir os mesmos sintomas. [40] [41]
35) O antibiótico Clindamicyn é responsável por uma condição intestinal em humanos chamada colite pseudomembranosa. O medicamento foi testado em ratos e cães, diariamente, durante um ano. As cobaias toleraram doses 10 vezes maiores que os seres humanos. .[42] [43][44]
36) Experiências em animais não comprovaram a eficácia de drogas como o valium, durante ou depois de seu desenvolvimento [45] [46]
37) A companhia farmacêutica Pharmacia & Upjohn descontinuou testes clínicos dos comprimidos de Linomide (roquinimex) para o tratamento de esclerose múltipla, após oito dos 1200 pacientes sofrerem ataques cardíacos em consequência da medicação. Experimentos em animais não previram esse risco.
38) Cylert (pemoline), um medicamento usado no tratamento de Déficit de Atenção/Hiperatividade, causou insuficiência hepática em 13 crianças. Onze delas ou morreram ou precisaram de transplante de fígado.
39) Foi comprovado que o Eldepryl (selegilina), medicamento usado no tratamento de Doença de Parkinson, induziu um grande aumento da pressão arterial dos pacientes. Esse efeito colateral não foi observado em animais, durante o tratamento de demência senil e desordens endócrinas.
40) A combinação das drogas para dieta fenfluramina e dexfenfluramina — ligadas a anormalidades na válvula do coração humano– foram retiradas do mercado, apesar de estudos em animais nunca terem revelado tais anormalidades.[47]
41) O medicamento para diabetes troglitazone, mais conhecido como Rezulin, foi testado em animais sem indicar problemas significativos, mas causou lesão de fígado em humanos. O laboratório admitiu que ao menos um paciente morreu e outro teve que ser submetido a um transplante de fígado.[48]
42) Há séculos a planta Digitalis tem sido usada no tratamento de problemas do coração. Entretanto, tentativas clínicas de uso da droga derivada da Digitalis foram adiadas porque a mesma causava pressão alta em animais. Evidências da eficácia do medicamento em humanos acabaram invalidando a pesquisa em cobaias. Como resultado, a digoxina, um análogo da Digitalis, tem salvo inúmeras vidas. Muitas outras pessoas poderiam ter sobrevivido se a droga tivesse sido lançada antes.[49][50][51][52]
43) FK506, hoje chamado Tacrolimus, é um agente anti rejeição que quase ficou engavetado antes de estudos clínicos, por ser extremamente tóxico para animais.[53][54] Estudos em cobaias sugeriram que a combinação de FK506 com cyclosporin potencializaria o produto.[55] Em humanos ocorreu exatamente o oposto.[56]
44) Experimentos em animais sugeriram que os corticosteróides ajudariam em casos de choque séptico, uma severa infecção sanguínea causada por bactérias.[57][58]. Em humanos, a reação foi diferente, tendo o tratamento com corticosteróides aumentado o índice de mortes em casos de choque séptico. [59]
45) Apesar da ineficácia da penicilina em coelhos, Alexander Fleming usou o antibiótico em um paciente muito doente, uma vez que ele não tinha outra forma de experimentar. Se os testes iniciais tivessem sido realizados em porquinhos-da-índia ou em hamsters, as cobaias teriam morrido e talvez a humanidade nunca tivesse se beneficiado da penicilina. Howard Florey, ganhador do Premio Nobel da Paz, como co descobridor e fabricante da penicilina, afirmou: “Felizmente não tínhamos testes em animais nos anos 40. Caso contrário, talvez nunca tivéssemos conseguido uma licença para o uso da penicilina e, possivelmente, outros antibióticos jamais tivessem sido desenvolvidos.
46) No início de seu desenvolvimento, o flúor ficou retido como preventivo de cáries, porque causou câncer em ratos.[60][61][62]
47) As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado (*nota do tradutor: A Talidomina foi desenvolvida em 1954 destinada a controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em 1957 passou a ser comercializada e em 1960 foram descobertos os efeitos teratogênicos provocados pela droga, quando consumida por gestantes: durante os 3 primeiros meses de gestação interfere na formação do feto, provocando a focomelia que é o encurtamento dos membros junto ao tronco, tornando-os semelhantes aos de focas.)
48) Pesquisas em animais produziram dados equivocados sobre a rapidez com que o vírus HIV se reproduz. Por causa do erro de informação, pacientes não receberam tratamento imediato e tiveram suas vidas abreviadas.
49) De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação.
50) Muitos pesquisadores que trabalham com animais ficam doentes ou morrem devido à exposição a microorganismos e agentes infecciosos inofensivos para animais, mas que podem ser fatais para humanos, como por exemplo o vírus da Hepatite B.
Tempo, dinheiro e recursos humanos devotados aos experimentos com animais poderiam ter sido investidos em pesquisas com base em humanos. Estudos clínicos, pesquisas in vitro, autópsias, acompanhamento da droga após o lançamento no mercado, modelos computadorizados e pesquisas em genética e epidemiologia não apresentam perigo para os seres humanos e propiciam resultados precisos.
Importante salientar que experiências em animais têm exaurido recursos que poderiam ter sido dedicados à educação do público sobre perigos para a saúde e como preserva-la, diminuindo assim a incidência de doenças que requerem tratamento.
Experimentação Animal não faz sentido. A prevenção de doenças e o lançamento de terapias eficazes para seres humanos está na ciência que tem como base os seres humanos.





Radiografia de beagle resgatado do Instituto Royal

1. Os beagles são uma raça padrão para pesquisas no mundo todo, pois são cães dóceis e de fácil manuseio. Muitos são criados especificamente para isso. Nos EUA, existe um grupo de proteção, o Beagles Freedom Project, que realiza resgates e luta para acabar com a prática. No site deles, há vários vídeos de libertações. Assustados, os peludos demoram a sair das gaiolas e a entender que estão livres.
2. Em 2008, foi criada a lei 11.794 (leia ela na íntegra aqui) que regulamenta os experimentos com animais no Brasil. Há parágrafos de interpretação bastante ampla. Se o Instituto Royal for considerado culpado das acusações de maus tratos, pode ser penalizado com: advertência; multa de 5 000 a 20 000 reais; interdição temporária; suspensão de financiamentos de fontes oficiais de crédito e fomento científico; ou, mais gravemente, interdição definitiva.
3. 80% das pesquisas com animais no mundo são realizadas com camundongos e ratos, mas também estão envolvidos macacos, cachorros e aves.
4. Calcula-se que 100 milhões de bichos por ano sejam usados em experimentos.
5. Esses testes custam, em média, 14 bilhões de dólares anualmente.
6. As pesquisas são usadas principalmente, nesta ordem, para: desenvolvimento de novas drogas, produção de vacinas, pesquisas relativas ao câncer e estudos de toxicidade.
7. Minha colega Carol Romanini, do Beleza de Blog, publicou a lista do Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) sobre empresas de cosmético que realizam ou não testes em animais (dá para lê-la aqui). O grupo brasileiro Pea (Projeto Esperança Animal) relacionou também algumas marcas brasileiras que não realizam esse tipo de experimento (veja aqui). Entre elas, aparecem Granado, Jequiti, Mahogany, Contém 1g, O Boticário…
8. O deputado estadual Feliciano Filho apresentou em 2012 um projeto de lei que restringe a utilização de animais em atividades de ensino no Estado de São Paulo, prática comum em várias universidades (leia a íntegra aqui).
9. O Instituto Royal é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), ou seja, recebe verba pública de instituições de fomento à pesquisa.
10. Estão rolando pelo menos dois abaixos-assinados na internet contra os testes no Instituto Royal, um da Avaaz e outro da Petição Pública. Existem também grupos que procuram por métodos alternativos ao uso de animais em pesquisa, como a Sociedade Brasileira de Métodos Alternativos à Experimentação Animal (SBMAlt).



ROYAL LEAKS

Apenas no dia 05 de Setembro DESTE ANO o Instituto Royal teve o credenciamento do CONCEA. 1 mês e meio atrás. Vejam o PRINT do Diário Oficial da União. Então quer dizer que os "10 anos de pesquisa" e testes em animais eram feitos SEM O CREDENCIAMENTO do CONCEA? Um pouco estranho, não? Pode, um canil, fazer experimentos em animais? 

Por que será que o CONCEA credenciou o Instituto às pressas? Por que o CONCEA é presidido por uma pessoa HISTORICAMENTE ligada a testes em animais e defensor ferrenho do Instituto? Por que a Silvia Ortiz alegou que quem fiscalizava era a ANVISA (que no mesmo dia DESMENTIU tal alegação)? Será que o CONCEA realmente fiscalizava? Como fiscalizava? Avisava antes pros amigos "arrumarem a casa" ou chegava de surpresa?

No site de teses da Universidade de São Paulo (USP) há uma tese de pós-doutoramento de uma tal de Simone Oliveira de Castro. Façam download no link abaixo. Observem que os estudos foram realizados no Instituto Royal, entre 2009 e 2011. A "familia instituto royal", como ela descreve.

Pois bem, a pesquisa é bastante simples, apesar da narrativa empolada do texto: testar beagles até dizer chega pra dizer "Sim, eles são bons para testes".

Como se já não estivesse provado mundialmente o porquê dos beagles (que nós, obviamente, DISCORDAMOS), esta "pesquisadora" ASSASSINOU, isto mesmo, ASSASSINOU 38 beagles para provar o que já estava provado. Relevância ZERO. Todos os TRINTA-E-OITO Beagles foram EUTANASIADOS pois ficaram desfigurados depois de tamanha crueldade promovida em "nome da ciência". 

A partir da página 49 há os resultados, a crueldade meticulosa e friamente medida. Todos os animais eram do Instituto Royal, foram acompanhados pelo Instituto. No começo do estudo há releases panfletários do Instituto mostrando as condições maravilhosas a que os animais eram submetidos. Sabemos que esta é uma MENTIRA, mas, mesmo que fossem bem tratados, perguntem à família do jornalista Vladimir Herzog se gostariam que ele ainda estivesse vivo ou se eles prefeririam que os militares tivessem uma "sala de recreação" no DOI-CODI antes de realizar as torturas e matá-lo.

Link para a tese do assassinato:
https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CC0QFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F10%2F10133%2Ftde-26042013-113148%2Fpublico%2FSIMONE_OLIVEIRA_DE_CASTRO_Corrigida.pdf&ei=JS1pUo3oNZe54AOH_4GACA&usg=AFQjCNG1UEgLtyF9heAoUG8KE7skuEg49Q&sig2=ADgdr9jC57wnpZ4k5y821w&bvm=bv.55123115%2Cd.dmg



Já mostramos aqui que o Instituto Royal recebeu o credenciamento do CONCEA apenas há 1 mês e meio. 

Mas vejam que desde 2010 eles recebem recursos do Governo Federal. Dinheiro do povo brasileiro para congelar e quebrar o maxilar de beagles no método mais arcaico desenvolvido pela ciência.

http://www.portaltransparencia.gov.br/despesasdiarias/empenho?documento=240901000012010NE004858 (R$ 4,9 milhões)

http://www.portaltransparencia.gov.br/despesasdiarias/pagamento?documento=240901000012012OB801587 (R$ 4,6 milhões)


http://www.portaltransparencia.gov.br/despesasdiarias/empenho?documento=240901000012012NE001246 (R$ 583 mil)





Ásia: Em Israel, a indústria de cosméticos não pode realizar testes com animais desde o ano de 2013.


Estados Unidos: Em 2013, os Estados Unidos anunciaram que vão aposentar a maioria dos 300 chimpanzés usados em pesquisas científicas, preservando apenas e que apenas um grupo de 50 animais continuará à disposição da ciência para testes sobre vacinas.


Europa: Na União Europeia, a indústria de cosméticos não pode realizar testes com animais desde o ano de 2013, bem como proíbe ainda o uso de grandes símios como cobaias para pesquisa científica. 


Brasil: No Brasil a pesquisa com animais é definida por meio da Lei 11.794, de 8 de outubro de 2008, cabendo à Anvisa apenas verificar a apresentação de dados que comprovem a segurança dos produtos que são registrados na agência. Apesar da existências de selos internacionais que indicam que um produto não foi testado em animais, no Brasil a Abiphec, uma entidade que reúne fabricantes de cosméticos e produtos de uso pessoal, afirma que a informação não é obrigatória e vai da decisão da empresa. Todo projeto de pesquisa, no Brasil, precisa ser enviado a um comitê de ética para que este o aprove. Esses comitês são internos (da própria instituição que realiza a pesquisa), sendo essa instituição a responsável pela fiscalização. Exite diversos propostas de lei na Câmara que prevem, entre outros pontos, a obrigatoriedade de informar sobre testes em animais nas embalagens dos cosméticos.




Segundo a pesquisadora Amanda Nordstrom, do Departamento de Investigações Laboratoriais do PETA, existe uma série de testes alternativos para comprovar segurança e eficácia de cosméticos e produtos de higiene sem a necessidade de testá-los em animais. Confira algumas delas abaixo:
Pesquisas com células humanas in-vitro. Existem laboratórios nos Estados Unidos que testam cosméticos e medicamentos em laboratório utilizando este método.
Materiais feitos também com células humanas que reproduzem o tecido das córneas. Isso exclui os testes em que pingam produtos químicos nos olhos dos bichinhos para averiguar os riscos da substância em contato com os olhos.
- Testes com voluntários. Nos Estados Unidos, existe um tipo de teste para diagnosticar alergias em que são colados na pele adesivos com pequenas quantidades de substâncias químicas para avaliar se o paciente apresenta alguma reação a elas. Esse teste poderia facilmente ser feito com voluntários para a indústria. Ou você não se prontificaria a ajudar?
- Peles sintéticas. Elas já são fabricadas em várias partes do mundo, usadas, inclusive, para enxertos em pessoas que sofreram queimaduras profundas. Elas são ótimas alternativas para testes de cosméticos e medicamentos.
De acordo com Amanda, esses testes são efetivos e ainda mais simples do que os testes feitos com animais. “Além de serem caros, os testes com animais são demorados por conta do manuseio dos bichos. As alternativas apresentadas são tão assertivas quanto e muito menos cruéis.”
O PETA ressalta, ainda, que a briga da entidade não é contra as empresas, mas com as regras de cada país para determinados testes. No Brasil, eles são liberados.


O patch test, que cola adesivos com substâncias na pele para avaliar alergias. Foto da escola de dermatologia da Saint Louis University (EUA)

BRASÍLIA - Com a retirada dos beagles do Instituto Royal, o deputado Ricardo Izar (PSD-SP), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Animais, espera sensibilizar os colegas e, assim, conseguir desengavetar um pedido de abertura de CPI sobre maus tratos a animais. A coleta de assinaturas já havia sido feita, mas a CPI nunca foi instalada. Será votado um pedido de urgência que, caso aprovado, poderá acelerar a criação da comissão. Uma vez aprovada a urgência, haverá a apreciação do mérito de um projeto de resolução. Caso ele também seja aprovado, isso garantirá o funcionamento da CPI, independentemente de haver outras comissões a serem instaladas antes.

Parlamentares e ativistas dos direitos dos animais defenderam na manhã desta quarta-feira o fim do uso de animais em testes de cosméticos. Eles participaram de um ato simbólico na Câmara dos 

Deputados em apoio à campanha Liberte-se da Crueldade, promovida pela organização Humane Society International (HSI). Durante o ato, um grupo de cerca de 30 pessoas, com seis cães, ficou do lado de fora do Congresso, em apoio ao debate.

O debate em torno do uso de animais em experimentos ganhou destaque depois que 178 cães da raça beagle foram levados na semana passada do Instituto Royal, em São Roque (SP). Os ativistas alegaram que os animais sofriam maus-tratos. O laboratório nega e afirma que seguia todas as regras para testes com animais e que os cães eram importantes para a realização de pesquisas científicas.

Ricardo Izar afirmou nesta quarta que, além da questão moral, o uso de animais em testes de cosméticos também traz prejuízos econômicos ao Brasil.
- É também uma questão mercadológica. Hoje o Brasil não pode vender cosméticos para a União Europeia, porque lá não é aceito. Não vai ser melhor só moralmente, mas também economicamente - disse Izar.

Os ativistas dos direitos dos animais discordam do uso de animais em testes como um todo, mas entendem que, neste momento, é mais fácil acabar com aqueles que envolvem cosméticos.
- Trata-se não de achar que testes para outros domínios sejam justificáveis, mas por ter viabilidade imediata (o fim dos testes de cosméticos). Existem métodos alternativos, inclusive mais seguros, para a eliminação de testes de cosméticos - disse a diretora da organização não governamental (ONG) ProAnima, Simone de Lima.

A HSI informou que enviou recentemente um relatório ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), pedindo a proibição dos testes de cosméticos com animais. O Concea é presidido pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp. Izar disse que ele e outros parlamentares terão um encontro às 15h com Raupp.
Na terça-feira, a Câmara criou uma Comissão Externa para acompanhar as investigações das denúncias contra o Instituto Royal. A comissão é composta por seis deputados





O que você pode fazer agora:

Assine a PETIÇÃO AVAAZ contra o uso de animais pelo Instituto Royal
Assine a PETIÇÃO PÚBLICA contra o Instituto Royal



Não comprar nada testado em animais, nem escova de dentes e produtos de limpeza:
Lista PEA de empresas brasileiras que NÃO testam seus produtos
Lista PETA de empresas estrangeiras que NÃO testam seus produtos em animais


Adote um animal resgatado do Instituto Royal


Se adotou ou conhece alguém que adotou, não tema. MICROCHIPAGEM NÃO É GPS. O CÃO NÃO PODE SER RASTREADO. Chame um veterinário de confiança e remova o chip em casa com segurança. Não vá em pets e clínicas. 
Leia mais na postagem desse blog, cuja autora microchipou seus 3 cães: Como funciona microchipagem canina




Tem que assistir:
Como funciona a indústria de cosméticos (The Story of Stuff Project)
(os fimes da) Libertação Animal  - são muitos e demandam estômago forte. Tendo que escolher, priorize: Beyond the mask, Não matarás, Jaulas vazias e Terráqueos para o caso de testes. Mas o filme mais completo é sempre o Terráqueos, sobre tudo que envolve exploração animal, como adoção, castração, matadouro kosher, granjas, circos, lácteos, etc 


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Pharmácia Granado
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06 produtos perigosos que usamos todos os dias e 09 produtos que contém ingredientes de origem animal e você nem imagina



Algumas opções em tecnologia de substituição aos testes já divulgadas pelo blog no Facebook:
Segundo estudo, pele sintética pode substituir animais em testes
Hidrogel: a alternativa para o uso de animais no teste de medicamentos
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Software substitui rãs em aulas práticas de Fisiologia e Biofísica na Unicamp