quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Blackfish, o filme - entenda porque parques aquáticos com orcas e golfinhos deveriam ser fechados


"Há tanto benefício em estudar golfinhos e baleias em cativeiro quanto há em observar prisioneiros confinados na solitária.", Jacques Cousteau





















Seu sonho é ir à Disney, conhecer os parques de Orlando e claro, passar um dia no Seaworld?
Você cresceu ouvindo falar dos "golfinhos de Miami" e acha que mamíferos aquáticos que, em condições normais vivem livres na natureza, saltitam felizes entre aros em troca de uma sardinha. Faz parte.

Sinceramente, você foi enganado.
Não há nada de alegre e idílico em parques aquáticos, não há nada de natural em manter confinado em espaços exíguos animais acostumados à vastidão dos oceanos.

A chance de sobrevida de uma animal capturado é de 1 para 10 mortos, pois a captura é cruel e forçada, separando mães de seus filhotes e com isso, mantendo um comércio clandestino (e não fiscalizado) de animais selvagens muitas vezes ameaçados de extinção.
Aliás, é mais simples e barato capturar e adestrar um filhote do que uma orca ou golfinho adulto.

O Seaworld matou em confinamento mais animais do que os que atualmente vivem em seus lucrativos parques e observe que, animais confinados morrem prematuramente de doenças desenvolvidas em grande parte por quadros imunodepressivos.

O Seaworld por sinal nunca devolveu um animal à natureza e são famosos os vídeos amadores captados em celular de espectadores, mostrando ataques aos treinadores, havendo mais de um caso de treinador morto pelo animal no próprio tanque.

Os animais, acostumados ao meio marinho, vão passar o resto de seus dias confinados num tanque obviamente pequeno comparado aos quilômetros que estão acostumados a nadar diariamente, somado ao estresse de terem sido separados de seus cardumes e alimentados com uma dieta artificial geralmente composta de ossos de porcos e vacas, sendo sardinhas usadas para auxiliar o adestramento.

Com a justificativa de reverter parte da renda para conservação ambiental, o Seaworld ao longo de décadas destinou apenas 0,06% de seus lucros à entidades de proteção e conservação.
E é você quem financia isso tudo.





Não encontrei a versão completa legendada em português, mas a versão oficial em inglês está disponível no Youtube em vários canais não oficiais.


Site oficial: Seaworldofhurt


Não deixe de ler as 8 razões básicas porque orcas não pertencem à tanques







Para refletir: a área vermelha representa a área do estacionamento do parque Sea World. E a aérea verde é o espaço onde as baleias passam a vida inteira.




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Belo Monte - Anúncio de uma guerra

Documentário independente filmado ao longo de 3 expedições à região do rio Xingu, Altamira e arredores, São Paulo e Brasília. Apresenta imagens e fatos reveladores sobre a maior e mais polêmica obra em andamento no Brasil. A edição e finalização foram financiados por mais de 3.429 pessoas no site Catarse.



“BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA”
Documentário sobre a maior obra de engenharia do país da atualidade, na qual depoimentos a favor e contra Belo Monte apontam para um desastre do ponto de vista ambiental, econômico e social.
Belo Monte é uma usina hidrelétrica que o governo pretende instalar no coração da Amazônia, na Volta Grande do rio Xingu na cidade de Altamira, Pará. O documentário “Belo Monte, Anúncio De Uma Guerra” é um projeto independente e coletivo a respeito desta obra, que foi filmado durante 3 expedições à região do rio Xingu. Trata-se de material riquíssimo sobre os bastidores da mais polêmica obra planejada no Brasil, com imagens de alto impacto e entrevistas com os principais envolvidos na obra, incluindo lideranças indígenas (como o Cacique Raoni e Megaron), o Procurador da República (Dr. Felício Pontes), o Presidente da FUNAI (Márcio Meira) e políticos locais a favor da construção da Usina.
Belo Monte é um projeto de aproveitamento hidrelétrico em terras indígenas. O projeto contempla um complexo de pelo menos 4 barragens, 2 casas de força, 27 diques, 3 canais de enchimento, 7 canais de transposição e 1 gigantesco canal de derivação que pretende desviar o rio Xingu para reservatórios que alagariam cerca de 516 km² da Floresta Amazônica e propriedades particulares onde o cultivo predominante é o cacau.
Nenhuma terra indígena seria alagada. Entretanto, Belo Monte transformaria os 100 km da Volta Grande do Xingu em um trecho de vazão reduzida e isolado, uma vez que os paredões de concreto da barragem barrariam as aldeias da cidade de Altamira. Com isso, os indígenas não mais poderiam ir de canoa até Altamira, uma pratica frequente e necessária para que recebam tratamentos médicos.
Além disso, a construção da barragem é uma ameaça aos peixes de peixes da Volta Grande do rio Xingu. Nove espécies de peixes raros correm o risco de extinção: Aequidens michaeli, Anostomoides passionis, Astyanax dnophos, Ossubtus xinguense, Parancistrus nudiventris, Pituna xinguensis, Plesiolebias Altamira,Simpsonichthys reticulatus e Teleocichla centisquama.
Como se não bastasse essa tragédia, o peixe representa 90% da proteína ingerida pelo povo local e é este dado que relaciona Belo Monte a um potencial genocídio. Isto porque, especialistas e caciques tradicionais prevêem que, ao se reduzir a vazão do rio na Volta Grande, os peixes morrerão, pois o rio é pedregoso e tem a sua temperatura elevada em muitos graus quando seu nível está baixo. Por esse motivo, também a Associação de Pescadores de Altamira é contra o empreendimento. A falta de peixes terá grande impacto na economia local e poderá gerar situações de fome. Atualmente, o empreendedor e o governos federal ignoram por completo essa possibilidade.
O aumento populacional nas cidades de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio a Uruará representa um dos mais problemáticos impactos socioambientais do empreendimento, uma vez que o empreendedor não cumpriu as condicionantes básicas que preparariam tais municípios para receber a onda migratória. Hoje já é possível constatar os impactos sofridos por estas cidades em decorrência da já iniciada migração ocasionada por Belo Monte, tais como: aumento no índice de violência, prostituição, alcoolismo e tráfico de drogas. Se formado o lago de Belo Monte, tais municípios também sofrerão com aumento de doenças de veiculação hídrica e por insetos, tais como dengue e malária.
“Com Belo Monte Altamira poderá se tornar uma península doente rodeada por um lago podre sem peixes. (...) Pessoas famintas, sem moradia, violentas e prostituídas... É um destino triste para a população local”.
Don Erwin Klauter – bispo da prelazia do Xingu.
Apesar de seu alto custo e grandiosa dimensão, Belo Monte é considerada um projeto de engenharia ruim e extremamente ineficiente. Embora possua um potencial de 11.182 Megawatts, Belo Monte não produzirá mais do que 4.000 Megawatts devido à sazonalidade do rio Xingu. Além disso, as linhas de transmissão da energia gerada na usina nunca foram orçadas e seu custo, assim como seu traçado, ainda são uma incógnita para os brasileiros. Especialistas prevêem que poderá custar o mesmo valor da obra, ou seja, cerca de R$ 30 bilhões.
Impactos socioambientais foram subdimensionados pelo empreendedor, de modo que, ao contrário do que os defensores da usina divulgam, a energia gerada por Belo Monte é, na realidade, caríssima. Este alto preço se dá, igualmente, por força da alta importância do rio Xingu como fonte de água, alimentos e, principalmente, devido à preciosidade dos povos ancestrais que dele dependem para sobreviver.
Então por que construir Belo Monte?
Saiba quais são os verdadeiros motivos da construção desta usina assistindo ao filme 
Site Oficial: belomonteofilme.org





Parceiros:
  • Instituto Raoni;
  • Instituto Sócio Ambiental;
  • Movimento Xingu Vivo Para Sempre;
  • Fórum da Amazônia Oriental;
  • Movimento Tapajós Vivo;
  • Movimento Gota D’Água;
  • Floresta Protegida;
  • Brasil pelas Florestas;
  • Ministério Público Federal do Pará;
  • Ministério da Justiça;
  • FUNAI - Fundação Nacional do Índio
  • IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional;
  • Prefeitura de Altamira;
  • UFPA – Universidade Federal do Pará;
  • Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo;
  • Associação dos Pescadores de Altamira;
  • CIMI – Conselho Indianista Missionário;
  • ATIX – Associação da Terra Indígena do Xingu ;
  • IPEAX – Instituto de Pesquisa Etno-Ambiental do Xingu;
  • AIMCI – Associação Indígena Moygu;
  • AIM - Associção Mavutsinin;
  • CITA - Conselho Indígena Tapajós Arapiuns;
  • ONG Saúde e Alegria;
  • FORT Xingú – Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da
  • Transamazônica e Xingu;
  • Amazon Watch;
  • International Rivers;
  • The Rainforest Foundation Japan
  • Planet Amazon;
  • Catarse;
  • AHH!;
  • Ao Redor;
  • Coletivo Estufa;
  • Toque no Brasil;
  • Casa Verdí ;
  • Fora do Eixo; e 3.429 internautas apoiadores.


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Damocracia: a história de 2 barragens e a luta para manter os últimos rios do mundo desobstruídos correndo livremente

Curta de 35 minutos legendado em português e narrado na versão brasileira por Letícia Sabatella, o documentário Damocracy mostra a realidade e as lutas dos atingidos pelas hidrelétricas de Belo Monte, no Brasil, e de Ilisu, na Turquia, e desconstrói o mito de que a hidroeletrecidade é uma energia limpa.

Assim como Belo Monte, a história do barramento do rio Tigre na região de Ilisu data da década de 1980, quando o governo turco iniciou o projeto da hidrelétrica, com capacidade projetada de 1.200 megawatts. Desde então, da mesma forma que Belo Monte, a usina é foco de uma intensa batalha judicial em função dos seus enormes impactos, principalmente a inundação e destruição de um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo: a vila de Hasankeyf.

Dirigido pelo premiado documentarista canadense Todd Southgate e produzido pela organização turca Doga Denergi, com apoio das ONGs International Rivers e Amazon Watch e do Movimento Xingu Vivo para Sempre, o filme traça paralelos sobre os impactos dos dois projetos nas populações locais e o meio ambiente, colocando em cheque o discurso que aponta a hidroeletrcidade como fonte de energia limpa.
www.damocracy.org






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