segunda-feira, 31 de março de 2014

Há 50 anos, o dia que durou 21 anos (e mais 50 filmes).

51 Filmes com Download Gratuito para entender o que foi a Ditadura Militar Brasileira e seus desdobramentos. 
O mito de que durante a Ditadura não existia corrupção, não procede. 
O que aconteceu é que durante a Ditadura, a roubalheira não aparecia, até pela inexistência de auditorias e controladorias, e, o que foi chamado de "Milagre Econômico", onde o país perdeu décadas pagando os juros de uma dívida externa inegociável e financiando para os empreiteiros de sempre obras faraônicas das quais ninguém lembra, não fez do Brasil o país do futuro. 
Nós sabemos disso melhor do que ninguém, vivemos os anos 80 e 90. 
A Ditadura foi um Golpe de Estado para deposição de um governo democraticamente eleito para instalação de outro corrupto, que deixou como herança a inflação de 5000% ao ano dos anos 80, um mundo de estatais criadas para servir de cabide de emprego (que seriam privatizadas na marra e a preço de banana em financiamento do BNDES na privataria tucana nas décadas seguintes, deixando então seus servidores desempregados), implementou tarifas de importação mais altas com discurso ultranacionalista, restringiu acesso ao mercado internacional o que diminuiu ainda mais nossas divisas, censurou a imprensa, cinema e até as novelas, além é claro de ter torturado e matado centenas de pessoas, que até hoje não foram sequer indenizadas ou ao menos enterradas dignamente. E os torturadores, como os diretores militares das tais estatais civis, seguiram soltos e aposentados na integral com nosso dinheiro de contribuinte.
A Ditadura sucateou até a Polícia e as Forças Armadas.

Ser militar no Brasil pré 64 era o sonho de toda mãe para seu filho. As que tinham filhas, corriam aos bailes de cadete... Hoje, ninguém quer mais prestar nem o serviço militar obrigatório de 1 ano, nem no CPOR - até o rancho dos quartéis e o Hospital do Exército pioraram no período. 
Pense nisso antes de pedir uma intervenção militar porque acha que "pior do que está, não dá para ficar". 
Dá sim, e muito. Palavra de neta de militar há 5 gerações, que ainda fez uma faculdade de Economia.































O Dia que Durou 21 Anos é um documentário brasileiro, dirigido por Camilo Galli Tavares 
(Cidade do México, 1971), sobre a participação do governo dos Estados Unidos na preparação, 
desde 1962, do golpe de estado de 1964, no Brasil.

O filme tem como ponto de partida a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros,
em agosto de 1961, e prossegue até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos 
Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. Em troca de sua libertação,
15 presos políticos são soltos e posteriormente banidos do país. Um deles, o jornalista 
Flávio Tavares27 meses depois de se radicar na Cidade do México, seria pai de Camilo, 
o cineasta cujo nome é uma homenagem ao padre católico guerrilheiro colombiano Camilo 
Torres, morto em 1966.
O Dia que Durou 21 Anos produzido pela PEQUI FILMES estreou nos cinemas brasileiros em 29 
de março de 2013 e teve também uma versão para televisão, exibida anteriormente, dividida em 
três episódios de 26 minutos cada.

Inicialmente, o filme fora concebido para contar a história do pai do diretor, o jornalista 
Flávio Tavares, militante da oposição ao regime militar de 1964. Porém, ao ter notícia da existência 
de um fabuloso acervo documental sobre a deposição do presidente João Goulart que os Estados 
Unidos vêm franqueando ao público desde os anos 1970, Camilo Tavares mudou seus planos e 
decidiu abordar a participação do governo norte-americano na conspiração que resultou em uma 
ditadura de 21 anos (1964 a 1985) no Brasil.

O diretor se beneficiou de três volumosos pacotes de documentos, com divulgação autorizada pelo 
governo doEstados Unidos, sendo que uma parte fora obtida pelo repórter Marcos Sá Corrêa e 
condensada no seu livro 1964 Visto e Comentado pela Casa Branca, de 1977. Havia também as 
gravações sonoras, liberadas para o público em 1999, pela Biblioteca Presidencial Lyndon Baines 
Johnson, e os papéis e áudios difundidos em 2004 pela organização não governamental The 
National Security Archive. Além disso, o cineasta buscou mais informações em outras bibliotecas 
que conservam a memória de dois presidentes norte-americanos – John Kennedy (1961-1963) e 
Lyndon Johnson (1963-1969) – e em emissoras de televisão dos Estados Unidos.


Prêmios:

  • St Tropez International Film Festival (França) Melhor Documentário Estrangeiro
  • 22° Arizona International Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri
  • 29° Long Island Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri
  • Melhor Documentário Brasileiro 2013 - APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte)

Fonte: Wikipedia






Mais 49 filmes sugeridos pela Justiça Global:


1. O desafio (1965), Paulo César Sarraceni
http://www.youtube.com/watch?v=qD8O13DsbE4

2. Manhã cinzenta (1968), Olney São Paulo
https://www.youtube.com/watch?v=kA34LXfwBlc
3. Brazil: A Report on Torture (1971), de Haskell Wexler e Saul Landau.
https://www.youtube.com/watch?v=nBUTvK0jWfM
4. O Bom Burguês (1979), Oswaldo Caldeira (Trailer)
https://www.youtube.com/watch?v=2a5PMshfugY
5. Paula: a história de uma subversiva (1979), F. Ramalho Jr.
http://www.youtube.com/watch?v=pv2ke8UmvGc
6. Eles Não Usam Black-Tie (1981), Leon Hirszman
https://www.youtube.com/watch?v=Uzl2K1bDRog
7. Pra frente, Brasil (1982), Roberto Farias
http://www.youtube.com/watch?v=rzj1_bD3BDI
8. Cabra marcado para morrer (1984), Eduardo Coutinho
https://www.youtube.com/watch?v=VJ0rKjLlR0c
9. Nunca Fomos tão Felizes (1984), Murilo Sales
http://www.youtube.com/watch?v=IPAAa8uMrps
10. Jango (1984), Silvio Tendler
https://www.youtube.com/watch?v=1O4SZQZ-ikk
11. Que Bom Te Ver Viva (1989,), Lucia Murat
http://www.youtube.com/watch?v=RSYUXUSALKU
12. Kuarup (1989), Ruy Guerra
https://www.youtube.com/watch?v=ByISRJPjo18
13. Corpo em Delito (1990), Nuno César Abreu
https://www.youtube.com/watch?v=XD7JpE3J078
14. ABC da greve (1990), Leon Hirszman
http://www.youtube.com/watch?v=lcQcBY_qvFQ&feature=youtu.be
15. Lamarca (1994), Sérgio Resende
https://www.youtube.com/watch?v=Wy1g8kRMD5Q
16. O Que É Isso, Companheiro? (1997), Bruno Barreto
https://www.youtube.com/watch?v=9_ODe6ar7ag
18. Dois Córregos (1998), Carlos Reichenbach
https://www.youtube.com/watch?v=Nwd1XHnG2eY
19. Barra 68 Sem Perder a Ternura (2001), Vladimir Carvalho.
https://www.youtube.com/results?search_query=barra+68&sm=3
20. Cabra cega (2004), Toni Ventura
https://www.youtube.com/watch?v=Kjq5wz8k2C8
21. Araguaya: a Conspiração do Silêncio (2004) Ronaldo Duque
https://www.youtube.com/watch?v=SKagL2WmH-0
23. Memórias clandestinas (2004), Maria Thereza Azevedo
https://www.youtube.com/watch?v=j0wW2DCnN9o
24. Peões (2004), Eduardo Coutinho
https://www.youtube.com/watch?v=JEde0T13kF8
25.Memória política: Vera Silva Magalhães (2004), TV Câmara
http://www.youtube.com/watch?v=KswterhahX4&feature=youtu.be
26. Tempo de resistência (2005), André Ristun
https://www.youtube.com/watch?v=7o8z0L7t6pw
27. Vlado: 30 anos depois (2005), João Batista de Andrade
https://www.youtube.com/watch?v=pB8XCSwyOeU
28. O ano em que meus pais saíram de férias (2006), Cao Hamburguer
http://www.youtube.com/watch?v=fnrhYwuxaTs
29. Zuzu Angel (2006), Sérgio Resende
http://www.youtube.com/watch?v=duCoCVG2tt8
30. Hércules 56 (2006), Silvio Da-Rin
http://www.youtube.com/watch?v=xxPNQfNpkOo
31. Batismo de sangue (2007), Helvécio Ratton
https://www.youtube.com/watch?v=YPaycJ8ij3s
32. Brizola: Tempos de luta (2007), Tabajara Ruas
https://www.youtube.com/watch?v=NYoRqu20XW0
33. Memória Para Uso Diário (2007), Beth Formaggini
https://www.youtube.com/watch?v=Ys4781EYPBU
34. Caparaó (2007), Flavio Frederico
https://www.youtube.com/watch?v=qGlbHfG8aGA
35. Cidadão Boilesen (2009), Chaim Litewski
https://www.youtube.com/watch?v=yGxIA90xXeY
36. Em teu nome (2009), Paulo Nascimento (Trailer)
https://www.youtube.com/watch?v=qNG3vdSYhnU
37. Perdão, Mister Fiel (2009) Jorge Oliveira (Trailer)
https://www.youtube.com/watch?v=WVRwU7lL9zA
38. Diário de uma busca (2011), Flávia Castro (trailer)
https://www.youtube.com/watch?v=CoGhWTGS8CU
39. Uma longa viagem (2011), Lucia Murat (Trailer)
https://www.youtube.com/watch?v=FCKdZDIWzEk
40. Dossiê Jango (2012), Paulo Henrique Fontenelle
https://www.youtube.com/watch?v=K6a6fjZKjkw#t=15
41. Marighella (2012), de Isa Grinspum Ferraz
http://www.youtube.com/watch?v=7Mw386dVhcY]
42. Memórias do Chumbo - O Futebol nos Tempos do Condor: BRASIL (2012).Lúcio de Castro/ESPN http://www.youtube.com/watch?v=cViE1fZ3tzA
43. Memórias do Chumbo - Argentina (2012). Lúcio de Castro/ESPN
http://www.youtube.com/watch?v=cCb_UjiskbA
44. Memórias do Chumbo - Uruguai (2012), Lúcio de Castro/ESPN
https://www.youtube.com/watch?v=PBB6YQEbSwg
45. Memórias do Chumbo - Chile (2012), Lúcio de Castro/ESPN
https://www.youtube.com/watch?v=jsoL-tQQuX4
46. Cara ou coroa (2012), Ugo Giorgetti
https://www.youtube.com/watch?v=44MNkZbOd7w
47. Repare bem (2012), Maria de Medeiros (Trailer)
https://www.youtube.com/watch?v=-NOXy98mGTI
48. A memória que me contam (2012), de Lúcia Murat
http://migre.me/hwmYm
49. Em busca de Iara (2013), Carlos Frederico ((Trailer -Nos cinemas desde 27 de março)
https://www.youtube.com/watch?v=6mAJEQST8ZU




+ 1 sugestão minha: "O beijo da mulher aranha", de Hector Babenco, que deu o único Oscar a um desconhecido Willian Hurt, em 1985. 
O casting do filme: José Lewgoy, Willian Hurt, Raul Julia, Sonia Braga, Milton GonçalvesMiriam Pires, Miguel FalabellaNuno Leal MaiaFernando TorresHerson Capri, Patricio BissoDenise Dumont, Ana Maria BragaAntônio PetrinWilson Grey e Cláudio Curi 
Curiosidade: Willian Hurt e Raul Julia, que se tornariam 2 estrelas, eram desconhecidos e fizeram o filme de graça, só ganhando as passagens e hospedagem no Brasil, adoraram a experiência, que sempre relembraram com carinho e a palavra "saudade":  https://www.youtube.com/watch?v=TghpXAPkAZg



Mais informação:
Levante sua voz
#LegalizarAborto
Redução da maioridade penal
Quando a Islândia reinventou a democracia
A Anistia Internacional e a Sustentabilidade
10 razões para a abolição total da Pena de Morte
Carta aberta dos Bombeiros do Rio de Janeiro à população
Veja quem votou contra e a favor da Reforma do novo Código Florestal
Ei reaça, vaza dessa marcha! (E vai dar teu Golpe de Estado em outro lugar)
No interior do RN, Exército inaugura primeiro poço artesiano que funciona a energia solar

terça-feira, 25 de março de 2014

O mito do óleo de palma sustentável

As reportagens abaixo trazem muita informação sobre o óleo de palma, comumente usado na fabricação de cosméticos, biscoitos e chocolates industrializados.

Em 2010, já havia uma área equivalente a quase sete vezes a cidade de São Paulo com plantações de dendê na Amazônia. Essa é a dimensão estimada da primeira etapa do programa de cultivo da palma em larga escala, que ganha os últimos retoques no governo, adiantou o então ministro da  Agricultura Reinhold Stephanes. A área total projetada para a expansão do cultivo de dendê na floresta amazônica é dez vezes maior: ela equivale ao tamanho do Estado de Pernambuco. Segundo o ministro, 10 milhões de hectares poderão ser ocupados pela "prima-irmã das palmáceas amazônicas". O governo quer mais biodiesel para substituir o diesel e conter o aquecimento global. Para isso, topa mudar a lei que limita o desmatamento, arriscando jogar a floresta na mão de gente que está louca para cortar árvores -e agravar o aquecimento. Do ponto de vista do clima, é um mau negócio. O plano nacional do clima diz que o biodiesel evitará a emissão de 62 milhões de toneladas de CO2 em 9 anos. O desmate emite 700 milhões por ano.


É lugar comum notar que a alimentação saudável, caseira, de origem orgânica e elaborada com produtos locais e sazonais não beneficia apenas a saúde de quem consome, mas o entorno e todas as relações humanas laborais. Sobre os 5 alimentos geradores de conflitos e violência linkados abaixo, você encontra ainda mais informação em postagens exclusivas listadas no final dessa postagem.
Da mesma forma que o mundo é o que você come, também é o que você compra, essa relação é indissociável e é o nosso consumismo que dizima florestas, fortalece lobbies e expulsa pequenos produtores rurais de suas terras.

Abaixo, você vai encontrar até uma petição on line do Greenpeace pedindo que a Unilever, fabricante do xampu Head&Shoulders, pare de desmatar as florestas para fabricação do óleo de palma em questão, mas atente que a mesma empresa testa seus produtos em animais, não trabalha em sistema de refil (excesso de embalagens) e o próprio Head&Shoulders não é biodegradável. Caso, não estivesse dizimando tigres e orangotangos, estaria "apenas" tornando nossos rios (onde as águas cinzas de sua casa deságuam) em lixões a céu aberto. A questão do óleo de palma é muito mais ampla do que o desmatamento, faça do consumo consciente um estilo de vida, e tais produtos como xampus poluentes e batatas Pringles da Unilever, chocolates açucarados da Nestlé, Ferrero e afins ou ração animal transgênica da Mars (que também testa em animais) e sucrilhos transgênicos e açucarados da Kelloggs não tenham mercado consumidor e com isso, não poluam e desmatem.


Takepart.com: 5 conflict foods linked to Labor Abuse and Violence

1. Goma arábica
2. Tomates 
3. Óleo de Palma 
4. Camarão
5. Chocolate






As florestas da indonésia estão desaparecendo a cada dia, reduzindo o habitat natural de animais ameaçados como os tigres-de-sumatra. Esses animais viviam em paz há séculos atrás, junto com outras espécies de tigres, como os tigres-de-java e os tigres-de-bali que foram extintos!

Nas últimas duas semanas, mais de 200 mil pessoas ao redor do mundo tomaram uma atitude e assinaram o manifesto exigindo óleo de palma livre de desmatamento.
A Wilmar, maior comercializadora de óleo de palma do mundo, e grandes marcas de diversos setores como L’Oreal, Unilever e Nestlé se comprometeram publicamente a utilizar somente óleo de palma livre de destruição de florestas na sua cadeia de produção.

Mas a P&G insiste em usar óleo de palma que vem de empresas que destroem as florestas tropicais da Indonésia. Para produzir produtos como o Head&Shoulders.
A produção de óleo de palma não precisa destruir o habitat desses animais raros. Graças a pressão de pessoas como você, que não aceita produtos envolvidos com desmatamento, podemos mudar essa realidade.

Precisamos acabar imediatamente com o óleo de palma sujo nos produtos que usamos em nosso dia a dia. Com sua ajuda, podemos salvar o que restou do habitat dos tigres-de-sumatra.



Aos quatro meses de idade, um orangotango está se recuperando depois de ter as pontas dos dedos decepados, supostamente durante limpezas florestais para uma nova plantação de óleo de palma no Borneo indonésio.
Sura, que foi descoberto por um morador da aldeia Tumbang Koling em East Kotawaringin Regency, está voltando à saúde por especialistas no centro de resgate de Nyaru Menteng.
Veterinários realizaram um exame de saúde completo e descobriram que três de seus dedos tinham sido cortados por um instrumento de corte.
Trágico: Sura, quatro meses de idade, foi encontrado em meio aos destroços de sua casa com os dedos cortados por um facão. Sura agora precisa ser cuidado por uma babá em tempo integral.
A instituição de caridade britânica Borneo Orangutan Survival Foundation está ajudando a financiar o centro e os cuidados de Sura.
É o mais recente escândalo que surge na controvérsia sobre o desmatamento e sobre os direitos animais, pois as empresas têm acabado com vida selvagem da Indonésia para construir plantações de óleo.
As novas plantações provocaram um rápido declínio na população de orangotangos.Vergonhoso: Ambientalistas alertam que este é o mais recente em uma série de ataques brutais contra as criaturas inocentes.
Ambientalistas temem que tenham anos de trabalho à frente deles na educação de aldeias remotas sobre a necessidade de proteger, não capturar ou matar esses animais cujos números estão caindo drasticamente.
Cerca de 100 anos atrás, pensava-se que havia 315 mil orangotangos na natureza, mas hoje existem menos de 54.000 em Borneo e apenas cerca de 6.000 na ilha indonésia de Sumatra.Como os fabricantes procuram lugares para cultivar óleo de sabonetes e perfumes, os habitats naturais dos primatas estão sendo lavrados por tratores.
Ataque: Veterinários que examinaram Sura dizem que os dedos foram cortados por uma faca ou um facão durante o desmatamento.
E agora sem teto, muitos foram capturados por moradores locais, abusados, e usados para o entretenimento.
No mês passado, o Resgate Internacional de Animais salvou um orangotango de Tempurkan, que não tinha comida ou água e estava sendo forçado a dançar e lutar com os humanos. 
Alertados por um morador, a instituição de caridade encontrou Ael – o que significa “Santa” – a sedaram e, em seguida, a levaram para um centro de resgate. Ela vai ser solta na natureza quando uma área segura na floresta for encontrada para ela.
Enquanto isso, os moradores foram informados de que capturar e manter um orangotango é contra a lei na Indonésia.


Aqui no Brasil:





A organização pró-palma sustentável: http://www.greenpalm.org/ , leia mais abaixo:
Banir o óleo de palma não vai salvar as florestas pluviais
A demanda por óleo de palma é global. Portanto, se qualquer país individualmente parou de usar o óleo de palma, o mesmo também poderá ser comprado por outra pessoa. Esse país também perderia sua capacidade de promover práticas sustentáveis ​​de produção.
Há também a questão delicada do que iria substituir o óleo de palma.
A produção de óleo de soja apresenta problemas semelhantes para o meio ambiente, e também requer o uso substancial de pesticidas e herbicidas. Seria difícil produzir quantidades suficientes de gorduras animais e óleo de colza e de girassol apresentam problemas de colesterol, o que nos leva de volta aos óleos vegetais em primeiro lugar.
A realidade subjacente é que a população mundial está crescendo e há muito mais bocas para alimentar. Adicionado a isso, 20% do óleo de palma é cultivada por pequenos agricultores que dependem dele como sua única fonte de renda . A palmeira de óleo, que produz mais óleo comestível por hectare do que qualquer produtora de petróleo, tendo, portanto, um papel fundamental a desempenhar na alimentação do planeta.
E talvez, por isso, que muitos ativistas ambientais e sociais apoiam a Mesa Redonda sobre Óleo de Palma Sustentável ( RSPO ), incluindo a WWF , Oxfam e da Rainforest Alliance. Outros, como o Greenpeace, são mais críticos, mas mesmo eles não estão pedindo a proibição de óleo de palma. Aqui está o que o Greenpeace tem a dizer :
"Nós não somos contra o óleo de palma ou a indústria do óleo de palma. O que somos contra é qualquer óleo de palma que venha de plantações convertidas de áreas de florestas e turfeiras . "
A RSPO ainda não é perfeita, mas é importante entender que ainda é, na realidade, um começo. Somado a isso, fixou-se um enorme desafio global. Acreditamos que a RSPO representa a melhor chance que temos de trabalhar em conjunto para resolver os problemas ambientais e sociais que cercam a produção de óleo de palma.




Genoma de óleo de palma sequenciado abre caminho a plantações sustentáveis


Os ambientalistas não são defensores do óleo de palma, devido às suas ligações à desflorestação nos trópicos. Mas as vagens que as árvores brotam geram 45% do óleo comestível de todo o mundo. O consumo deste versátil produto é quase inevitável, já que ele entra em tudo – desde chocolates e manteiga de amendoim a biscoitos e cereais. O debate sobre como transformar o óleo de palma numa cultura sustentável tem-se tornado, consequentemente, uma prioridade.
Estudos publicados recentemente sugerem que os agricultores poderiam impulsionar ainda mais a produção e, ao mesmo tempo, reduzir significativamente a concorrência entre as florestas e plantações de óleo de palma por todo o mundo.
Num dos trabalhos, a equipa de pesquisa criou pela primeira vez um genoma de óleo de palma totalmente sequenciado disponível ao público. No outro, foi feita a descoberta de um gene, chamado SHELL, que dá origem aos tipos mais produtivos e com maior valor comercial de frutos de óleo de palma.
Rajinder Singh, um dos autores do segundo artigo, explica que a descoberta dá aos agricultores nos trópicos a capacidade de identificarem e plantarem apenas as sementes mais produtivas – e, por sua vez, reduzirem a pressão da expansão para floresta virgem. “Isso tem implicações em três continentes”, afirma.
O óleo de palma africano é a principal fonte do produto no mundo – a sua domesticação no Sudeste da Ásia, na América do Sul e na África Ocidental já comanda a indústria. As árvores produzem três tipos de fruta – dura, pisifera e tenera –, sendo a última o híbrido perfeito das outras duas porque produz mais óleo.
A tenera é considerada uma mina de outo, produzindo 30% mais óleo do que os outros tipos. Os agricultores tentam aumentar a sua quantidade através da polinização manual, mas conseguir um terreno repleto de tenera ainda é um desafio, devido à interferência dos polinizadores naturais.
O óleo de palma tornou-se sinónimo de ilegalidade e práticas que deixam florestas virgens devastadas. Segundo o Guardian, existem também casos de abuso de trabalhadores nas plantações e de destruição dos meios de subsistência dos povos indígenas.
A nível global, as plantações de óleo de palma só ocupam até 5% da área total cultivada para culturas de óleo – ainda assim produzem quase metade de todo o óleo comestível do mundo. Quando o fazem, interferem com o habitat natural e com uma infinidade de espécies carismáticas.
É por tudo isto que o tema é controverso e o seu avanço, contudo, inevitável. No futuro, por via destas descobertas, espera-se que os governos sejam capazes de oferecer aos agricultores as sementes que têm rendimentos muito mais previsíveis. Seria um forte incentivo para que estes respeitassem a lei e, por sua vez, a natureza.





Kellogg’s vai passar a comprar apenas óleo de palma produzido de forma sustentável

A Kellogg’s, marca responsável pela maior parte dos cerais que comemos, vai passar a adquirir óleo de palma que tenha sido produzido através de métodos sustentáveis e de produtores que consigam provar que respeitam activamente as florestas tropicais e as regiões de turfa.
A decisão foi anunciada depois da pressão pública exercida por grupos activistas de consumidores de todo o mundo. A mudança no processo de adquisição do óleo de palma deverá melhorar as possibilidades de sobrevivência de várias espécies ameaçadas, como o tigre da Sumatra e o orangotango do sudoeste asiático, assim como irá proporcionar protecção a várias tribos indígenas da Indonésia, Malásia, Nova Guiné, América Latina e África Ocidental, já que as suas aldeias eram destruídas para a plantação de palmeiras e dependem das florestas tropicais para sobreviver.
Pelo menos 48 mil quilómetros quadrados de floresta tropical foram abatidos nos últimos 20 anos para responder às necessidades crescentes de óleo de palma da indústria alimentar, que é utilizado para fabricar alimentos embalados, gelados e snacks, refere o BusinessGreen. A desflorestação progressiva levou à apropriação ilegal de terrenos, a fogos e a conflitos sociais nas comunidades que dependem dos recursos florestais para sobreviver. A perda de regiões com tundra também contribuiu significativamente para o aumento das emissões de carbono que potenciam as alterações climáticas.
No comunicado onde anuncia a decisão, a Kellogg’s afirma que vai requerer que os seus fornecedores “protejam as florestas, o habitat das espécies ameaçadas, as terras com elevados teores de dióxido de carbono, e as regiões de tundra a qualquer profundidade. Os fornecedores devem ainda proteger os direitos humanos e das comunidades”. “Apesar de óleo de palma constituir uma pequena percentagem da totalidade dos nossos ingredientes, como empresa socialmente responsável, as preocupações acerca da produção sustentável de óleo de palma dizem-nos claramente respeito”, escreveu no comunicado Celeste Clark, directora de sustentabilidade da marca.
A Kellogg’s é responsável por cereais como os Corn Flakes, Special K e também as batatas Pringles. Estima-se que utilize cerca de 50 mil toneladas de óleo de palma por ano.



Aqui estão duas maneiras distintas de responder consumidores preocupados com a destruição das florestas:
Uma delas é adotar um compromisso claro, com metas e prazos ambiciosos para eliminar o desmatamento da cadeia de produção; a outra é manter o status quo e continuar fazendo negócios como sempre, não enfrentando o problema de frente.
Hoje a Mars (produtora de ração para cachorro, chocolate, alimentos e bebidas) assumiu o compromisso de eliminar completamente o desmatamento de seus produtos até o fim de 2015.
Com esta resposta, a empresa se coloca no primeiro grupo. Mas ainda existem as que insistem em ignorar o apelo dos consumidores e manter o foco no chamado greenwash – discurso desgastado, para vender práticas questionáveis como sustentáveis.
As pessoas não querem comprar produtos  que causem desmatamento e extinção de animais. Mas a transformação de todo um segmento ou indústria só acontece quando toda essa gente consegue demandar uma postura diferente. A Mars agora faz parte de um grupo de empresas compromissadas a limpar suas cadeias de fornecedores. Entre elas estão Nestlé, Unilever, L’Oreal, Ferrero e outras. Confira a lista completa aqui.
Este anúncio deveria também servir como mais um alerta para a Procter & Gamble.
Desde que revelamos como a P&G compra óleo de palma proveniente de desmatamento nas florestas da Indonésia, os executivos da empresa não ofereceram solução alguma. Pior, eles insistem que são ‘comprometidos’ com práticas sustentáveis. E a cada nova empresa que assume compromisso público com uma política de fato compatível com a realidade atual, a situação e as políticas que a P&G chama de sustentáveis ficam cada vez mais constrangedoras.
Como nossos ativistas mostraram hoje, este é o verdadeiro significado de sustentabilidade para a P&G:


Listas de quem não utiliza o óleo de palma:
http://www.greenpeace.org/international/en/campaigns/forests/asia-pacific/protect-paradise/tiger-challenge/


Mais informação: