sábado, 5 de março de 2016

Os incríveis produtos biodegradáveis, não testados e low-no poo da Tulipa Produtos Naturais



Adriana Volpi é uma antiga leitora e compradora do "Festa Vegetariana" que, como muitas leitoras, demonstrou interesse em cosméticos naturais e segundo ela, conversamos muito na época. Eu não lembro dessas conversas, o que me mata de remorso.
Os anos foram passando e na pressa do dia a dia, via Adriana comentar uma coisa ou outra na página do blog no facebook. Às vezes, aparecia entusiasmada por estar fabricando cosméticos naturais e eu procurava dar atenção, mas sem muita importância, achei que fazia suas máscaras em argila como todo mundo.
Há um ano, escreveu empolgadíssima com sua linha de cosméticos e me mostrou alguns produtos por email, prontificando-se a enviar amostras quando estivesse tudo pronto.
Mais uma vez, o tempo passou e eu nem prestando atenção... Até que ela apareceu com uma página no facebook e um catálogo de seus produtos totalmente formulados e embasados em veganismo e low poo, a Tulipa Produtos Naturais.

Foi a minha vez de escrever empolgada para ela e Adriana, na maior naturalidade, "Ué, mas eu comecei com a Tulipa depois da nossa conversa, não lembra? Já estudava cosmetologia natural há 15 anos, mas nossa conversa me estimulou."
Não, não lembro dessa bendita conversa. Infelizmente.
Perguntou o que eu queria desse imenso catálogo e eu escolhi parcimoniosamente apenas 2 produtos, em tamanho de amostrinha, para não explorar quem está começando. Respondeu que estavam em "cura", curando, mas que enviaria em breve.
O tempo passou e eu comprando produtos de outras leitoras, também fabricantes de low e no poo, vegano e biodegradável.

Um dia, recebo email da Adriana dizendo que enviou um pouco de cada, porque minha opinião seria importante. Mais uma vez, não botei muita fé e fiquei esperando a entrega pelos correios, que chegou a extraviar.
Então, quando finalmente, os produtos da Tulipa chegaram aqui em casa, eu abro uma caixa grande e pesada e me deparo com o exagero da foto!
Respondi imediatamente numa conversa cheia de frases como "Tá maluca?", "Que vergonha, é muita coisa!", "Ferrou, vou passar o final de semana me besuntando no box..." e da parte dela muitos "KKKKKK".
Rindo de mim e com toda razão.


O que Adriana enviou (e eu adorei):

Máscara capilar de romã: com sete óleos essenciais, manteiga de cupuaçu e de karite, óleo extravirgem de abacate e hidrolatos de alecrim, gerânio e romã, também pode ser usada como leave in.
Não uso condicionador há anos, usei como leave in nas pontas. Achei mais hidratante do que a de ceramidas abaixo, mas pode ser impressão minha, apliquei numa fase de cabelo palha e ficou muito sedoso.

Máscara capilar de ceramidas: que ela chama de "cimento capilar" para blindar o fizz, com gerânio, cedro, tomilho, melaleuca, hibisco e óleo de cártamo, também pode ser usada como leave in.
Como não uso condicionador, virou leave in para as pontas. O cheiro de rosas é delicioso, achei mais leve do que a de romã acima, mas também deixou meu cabelo muito sedoso, nem pude aplicar na raiz para não ficar melado.

Condicionador capilar de 3 manteigas: com óleo de semente de uva, pequi, buriti e rosa mosqueta, também pode ser usado como leave in.
Na minha opinião, pareceu no meu cabelo a mais densa das três. Mesmo diluída em água na proporção meio a meio, meu cabelo ficou melado usando como leave in e olha que meu cabelo é meio seco e muito fino, cheio de volume. É tão forte que só consegui usar antes da natação, deve ser o sonho de quem tem um cabelo elétrico, poroso ou destruído por alisamentos e descoloração. Imagino também que seja ótimo para fazer escova e chapinha, aplicar na sauna ou na praia.
Adriana garante que esses cremes podem ser aplicados da raiz para as pontas, que trata o couro cabeludo sem melar.

Tônico capilar em bambu: com juá, cravo, canela, alecrim e tomilho. Para aplicar por algumas horas antes da lavagem, fazendo massagem no couro cabeludo. Recomendado para queda e demais problemas do couro cabeludo.
Não deve, mas eu apliquei antes de dormir e só lavei pela manhã. Esquentou a cabeça! Mas a higienização do couro cabeludo foi incomparável.

Água de limpeza capilar em juá: com copaíba, substitui o uso de xampu em definitivo, recomendada para queda e problemas do couro cabeludo.
Muito boa para quem não emplastra o cabelo de cremes e pomadas. Eu gostei de usar naqueles dias em que não queremos nem saber de outros produtos no cabelo. Faz uma dobradinha interessante com o soro capilar citado mais abaixo, ambos têm natureza mais fluida. É uma experiência interessante, você molha o cabelo com um líquido incolor e inodoro e sente que o cabelo foi desinfetado como com anti resíduos de salão.

CoWash no-poo: para quem entrou de cabeça no no-poo, tratamento condicionante em óleo de coco saponificado e óleos essenciais.
Eu gostei muito para "lavar" o cabelo depois da praia.

Soro Capilar: um finalizador anti fizz com proteínas do arroz e aloe vera, para aplicar no cabelo seco ao longo do dia.
Eu usei no cabelo úmido e gostei muito também, deixou um brilho excepcional sem pesar nem melar.

Sabonete de Castela a 85% de azeite de oliva: o mais nobre de todos os sabonetes, desenvolvido para a Família Real de Castela durante a Idade Média, também serve como xampu sólido.
Bom para todo dia, não resseca nada, maravilhoso para ajudar a remover a maquiagem no banho e lavar sempre o rosto.

Sabonete de lama negra: esfoliante com carvão vegetal e gergelim negro, também serve como xampu sólido.
Adorei me esfregar com ele depois de suar o dia todo, faz uma esfoliação suave. Para quem tem cabelo oleoso, pode ser uma boa também.

Desodorante em creme: vegano em óleo de côco, óleo de copaíba, manteiga de cacau, hidrocarbonato de sódio, óxido de magnésio (suave suplementação de magnésio para nosso organismo), calamina mineral (inibidor bacteriano e proteção UVA e UVB, hipoalergênico) alúmen de potássio (mineral), água destilada, óleos essenciais de lavanda dentata, lavanda francesa, lavandin, melaleuca, patchouli e gerânio. 
Pode ser usado nas axilas e pés. Usei em dia de calor com camisa de tecido sintético e não senti necessidade de reaplicar, tem alumínio mas foi o primeiro desodorante natural que funcionou comigo. Cheiro delicioso, que não fica na roupa.

Água Micelar facial: com FPS 25, um tônico para ser usado por baixo da maquiagem sem enxágue, formulado com hidrolatos de lavanda e gerânio, águas termais, pepino camomila e chá verde.
Nunca havia usado loções tônicas faciais nem águas termais, gostei muito.
Usei em dias de muito calor sem nenhum outro produto e meu rosto não suou nem apresentou pontos avermelhados comuns em exposição moderada ao sol, senti a pele muito macia o dia todo. Adorei também por baixo de qualquer creme facial.
Delícias de verão: chegar da praia, tomar um banho frio com o sabão de Castela, se secar e aplicar essa água no rosto.

Creme facial-corporal de rosas e lanolina: com água de rosas, manteiga de cupuaçu, gerânio e pau rosa. Rico em vitamina C, recomendado para peles normais a secas.
Cheiro de rosas delicioso, adorei aplicar no rosto depois da praia, uma delícia para dormir mesmo no calor. Tão bom, que não tive coragem de "desperdiçar" no corpo, mas é ideal para massagem a dois.
A pele absorve na mesma hora, apliquei uma camada grossa antes de ir para um samba de quadra de escola no pé do morro em tarde de verão, suei de pingar e nem sinal do creme, que eu fiquei esperando escorrer. Só não deve ser usado durante o dia, por causa da vitamina C.

Vinagre em gel de maçã e alecrim: um produto tão diferente, com usos recomendados da fixação da tintura nos cabelos à massagens locais em quem sofre de reumatismo e até desodorante para axilas, que estou deixando o link, porque não consegui sintetizar tudo.
Eu usei como máscara semanal removedora de resíduos e tratamento pós tintura, muito bom, o brilho e a sedosidade foram de destacar. Mas imagino que seja uma boa também para quem sua muito nos pés ou tem problemas de cravos e espinhas nas costas.
Detalhe, a textura em gel foi obtida a partir da adição de goma gar e o vinagre é de produção orgânica.



Estou evitando dizer do que gostei mais por ser tudo muito bom, lindo e cheiroso. Mas principalmente, para que ninguém deixe de experimentar nada, porque outra pessoa escreveu em certo blog que prefere um determinado produto em detrimento do que você pensou inicialmente em levar. Prove de tudo!
Se é para consumir, que seja assim, comprando vegano, biodegradável e produzido artesanalmente direto de quem vende. Já encomendei do que mais gostei e também do que ainda quero conhecer e, assim que chegarem, devolvo as embalagens para que ela reaproveite.





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#KillTheKCup - Precisamos falar sobre o Nespresso



O problema não é exatamente o Nespresso, mas todo café vendido em cápsulas, como o Lavazza, Pilão, o Três (da Três Corações) e os demais genéricos, que são fabricados à moda do hypado Nespresso.
Esses cafés em cápsulas são uma praga, não dá para definir de outra forma. No lugar de um único e imenso saco de café, são vendidas por tabela milhares de cápsulas em plástico e alumínio, que não reciclam. Pior, os cafés nem são orgânicos, como as versões lácteas tampouco apresentam qualquer compromisso ambiental ou certificado de procedência. Como não há nada tão ruim que não possa piorar, agora, deram para vender chás em cápsulas, que obviamente só funcionam na máquina específica. Ora, chá é uma erva seca que não precisa ser gourmetizada, para fazer chá basta água fervendo e um pouco da ervinha escolhida. Os mais novidadeiros misturam sabores (eu gosto de misturar hortelã com camomila), pingam limão, juntam um cravinho (pau de canela, raspas da laranja, gengibre, cardamomo...), um pouco de leite fresco e estamos muito bem ajeitados.
Antes do advento dos saquinhos de chá, que pelo menos se biodegradam, as pessoas coavam o chá (comprado em quantidade sem muitas embalagens) em coadores metalizados reaproveitáveis. Havia até modelos em prata individuais para os mais chiques e as casas de chá também mantinham bules com coador embutido. Um charme, via-se a água mudar de cor ao contato da erva e o encontro das pessoas para um chá ou café era considerado quase um ritual.
O inventor dessas cápsulas, declarou-se publicamente arrependido de seu invento, já que a mineração do alumínio é tão poluidora como todas as outras. E o metal utilizado nas cápsulas, que é necessário para produzir coisas mais importantes do que embalagem descartável, não pode ser reciclado e vai acabar extinto no ritmo atual.
A cidade alemã de Hamburgo proibiu recentemente a comercialização de cafés e bebidas em cápsulas em prédios públicos, afinal as já existentes podem dar a volta ao globo 12 vezes se enfileiradas.


Ao mesmo tempo em que temos esse excesso de comida industrializada e embalada sendo vendida, encontramos um grande movimento a favor da retomada de tradições gastronômicas para que as mesmas não se percam. O chá e café são as bebidas mais tradicionais de quase todos os povos, justamente porque garantem que a água seja fervida e com isso, torne-se potável. Muitos estabelecimentos oferecem café coado em coador de pano servido em minixícaras de ágata, expressos com torragem dos grãos na hora, ervas para chá a granel expostas em vidros e variadas formas já consagradas de servir uma bebida caseira, tradicional, sofisticada (gourmetizada) e totalmente sustentável. 




Como adoro tanto chá quanto café e faço litros semanais de ambos sem cápsulas e máquinas modernas, deixo ao final da postagem muitas receitas caseiras, orgânicas, sem açúcar e o mais livre de embalagem possível, incluindo muitos cafés gourmetizados com ingredientes corretos, como favas de baunilha orgânicas. Fazer em casa não é só mais sustentável, como sai muito mais barato.
Mas você deve estar pensando, "Eu compro tantos potinhos plásticos de iogurte grego com tampinha de alumínio e não reciclo nada". Exatamente, ninguém precisa de potinhos de nada, você pode fazer em casa iogurte orgânico de fermentação natural, a mesma receita que os gregos realmente usam desde a antiguidade. Estou deixando essa receita também, para você ficar livre de potinhos seja lá do que for. Comida não precisa de composição de ingredientes, comida não é remédio para vir com bula.
E nem pense em sugerir cortininhas-bijuterias da reciclagem artesanal com essas cápsulas famigeradas, odiamos reciclagem artesanal por aqui. É medonho e insustentável.



Cidade alemã torna-se a primeira no mundo a proibir cápsulas de café
... a cidade alemã de Hamburgo tornou-se a primeira no mundo a proibir a venda e a utilização de cápsulas de café individuais em todos os prédios administrados pelo governo. Essas porções geram consumo de recursos e descarte de resíduos desnecessários. As cápsulas não podem ser recicladas facilmente porque são, muitas vezes, feitas de uma mistura de plástico e alumínio. São 6 gramas de café em 3 gramas de embalagem. Nós, em Hamburgo, pensamos que isso não deve ser comprado com o dinheiro dos contribuintes, relatou Jan Dube, do Departamento de Meio Ambiente e Energia de Hamburgo.
O movimento, que é apenas uma parte da tentativa de tornar a cidade mais sustentável e amiga do ambiente, vem em resposta à recente explosão dessas cápsulas nos últimos anos. As vendas de cafés individuais triplicaram na Europa Ocidental e nos EUA desde 2011, e em 2013, máquinas para tais cápsulas foram vendidas na Europa Ocidental pela primeira vez.
Em 2014, os principais fabricantes venderam cerca de 9,8 bilhões de pacotes de cápsulas, e apenas 5% das pessoas faziam a reciclagem (o que também provavelmente não adiantou muito, por conta da dificuldade do processo). Embora a principal empresa produtora, Keurig, tenha se comprometido a criar uma versão totalmente reciclável do produto em 2020, os próximos 4 anos podem causar um dano terrível ao ambiente, dizem os especialistas. “Não importa o que eles digam sobre a reciclagem, essas coisas nunca serão recicláveis. Eu às vezes me sinto mal por ter criado isso”, disse John Sylvan, fundador da Keurig e inventor da cápsula de café, em entrevista ao The Atlantic.
Atualmente, cerca de 13% das pessoas na Alemanha consomem essas cápsulas diariamente. Nos EUA, a percentagem de pessoas com uma máquina de café encapsulado aumentou de 15% para 25% entre 2014 e 2015. O que é realmente preocupante é saber que as pessoas continuam usando mesmo conscientes sobre seus malefícios. De acordo com uma pesquisa recente, 1 em cada 10 britânicos disse acreditar que as “cápsulas de café sejam muito ruins para o Meio Ambiente”, mas, ao mesmo tempo, 22% dessas pessoas alegaram possuir uma máquina.
Assim como canudos, guardanapos, talheres, copos e outras coisas descartáveis, as cápsulas de café entraram na lista de uso diário de muita gente. Entretanto, parece que ninguém reflete muito sobre uma questão simples: para onde todas essas cápsulas descartadas vão?
Só em 2013, 8 milhões de cápsulas descartáveis foram produzidas e o número de cápsulas descartadas já era suficiente para dar a volta ao mundo 11 vezes. Com versões mais baratas de máquinas e cápsulas lançadas nos últimos dois anos, além do incentivo fiscal anunciado pelo governo brasileiro esse ano, o número de pessoas consumindo e descartando cápsulas de café aumentou ainda mais no Brasil.
O grande problema, além do uso de matérias primas, é que as cápsulas de café são recicláveis na teoria, mas na prática é trabalhoso demais e não vale a pena o investimento. As cápsulas descartáveis são feitas de plástico, alumínio e um tipo de material orgânico. A reciclagem exigiria a separação desses materiais, isso sem falar que, no Brasil, apenas 3% do lixo reciclável é realmente reciclado.
As primeiras cápsulas descartáveis foram as K-Cups e seu criador, John Sylvan, se arrependeu de criá-las devido ao imenso impacto gerado por sua criação. “Não importa o que digam, as cápsulas nunca serão recicláveis”, afirmou ele ao jornal The Atlantic.
No Brasil, nós não temos as K-Cups, mas a Nestlé conta com as cápsulas de três camadas, que só são recicláveis na teoria, e a Nespresso alega que suas cápsulas são feitas 100% de alumínio, o que facilitaria a reciclagem. O problema é que a própria empresa conta com pouquíssimos pontos de coleta de cápsulas no país (apenas 12), dificultando até para as pessoas que têm interesse em fazer essa devolução.
Isso quer dizer que a cada café, estamos poluindo ainda mais o meio ambiente. Milhares de cápsulas descartáveis vão parar em aterros sanitários ou lixões, garantindo não só uma extração de papel, plástico e alumínio insana para produção e embalagem, como também emissão de CO2 e gás metano durante o apodrecimento das cápsulas a céu aberto.

Uma campanha da internet chamada #KillTheKCup mostra os danos causados pela produção e descarte dessas cápsulas e convoca as pessoas a entrarem nesse movimento. O vídeo apocalíptico com pouco mais de 2 minutos de duração mostra as cápsulas literalmente assolando a terra. Vale assistir e pensar duas vezes antes de tomar aquele cafezinho em cápsula. Opte pelas opções coadas ou prensadas e ajude a salvar o planeta das cápsulas descartáveis.



Kill The K Cup from Charles Wahl on Vimeo.



A primeira imagem, das cápsulas de Nespresso, são do artigo YOU’RE DESTROYING THE ENVIRONMENT WITH YOUR K-CUP COFFEE AND NESPRESSO PODS 
As três imagens seguintes registram 3 tradições em beber café: mineira (site do Centro de Comércio de Café do Estado de Minas), italiana (sem créditos) e árabe (site francês Papilles & Pupilles)
A quarta imagem, uma coleção de bules de chá chineses antigos específicos para a cerimônia do chá, é de um banco de imagens (depositphotos.com)
última é antiga aqui no blog, da cozinha daqui de casa e já estava na postagem dos cafés da manhã de inverno. O coador de papel reciclado se biodegrada em dias, principalmente se enterrado em vasos ou na composteira, use café orgânico que a ausência de agrotóxicos acelera o processo. O que é lixo na casa dos outros, na minha é adubo.






As receitas:
Kefir e iogurte
Delícias geladas
Delícias quentinhas
Slow Tea: chás e especiarias orgânicos
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"